Artigo Comentado

23-04-2021

Evidências recentes demonstram que interfaces oronasais podem comprometer a patência da via aérea superior, provocando eventos residuais, vazamento de ar excessivo, sintomas nasais e necessidade de maiores pressões de tratamento. Esses fatores têm sido associados a menor adesão e baixa eficácia terapêutica da pressão positiva.

A American Thoracic Society elaborou um documento e destacamos aqui os pontos mais relevantes:

• Mesmo com relatos de respiração oral, a interface nasal deve ser a primeira escolha;
• Para pacientes que já usam interface oronasal com eventos residuais aumentados, vazamento excessivo ou sintomas nasais, a troca da máscara por nasal deve ser considerada;
• Sintomas nasais que comprometam a adesão, sugere-se associar umidificação, esteroides nasais ou cirurgia nasal;
• Interface nasal diminui eventos residuais e melhora adesão. Contudo, a oronasal pode ser benéfica em alguns pacientes. Sugere-se acompanhamento mais próximo do paciente para monitoramento;
• Pacientes e parceiros devem estar envolvidos na seleção de máscaras e seu auto manejo. Para controle do vazamento oral sugere-se selamento labial, tratamento de obstrução nasal, queixeiras e umidificação.
• O monitoramento dos dados e a resolução de problemas é necessário especialmente durante a primeira semana de terapia.

Uma abordagem individualizada deve ser considerada para a escolha correta da interface, consideração alguns fatores como anatomia facial e nasal, via respiratória predominante, local do colapso da via aérea, obesidade, raça, sexo e idade.

Eventos

Newsletter

Cadastre seu e-mail e receba as notícias da ASSOBRAFIR.



Please leave this field empty.


Parceiros


  • Não perca tempo e seja já um Parceiro da ASSOBRAFIR!

    Seja um parceiro agora!

    Onde estamos

    Rua Doutor Bacelar nº 231, salas 97 e 98, Vila Clementino – São Paulo-SP | CEP 04026-000
    (11) 5084-5847

    Itarget Tecnologia