No ano de 2000, Stiller et al. escreveu um artigo onde o foco era guiar a prática Fisioterapia em Terapia Intensiva baseada na evidencia, sendo este artigo de grande valia para esta área (Chest. 2000;118(6):1801-13).
Passados 13 anos, a autora publica recentemente (Chest. 2013 May 30) um excelente artigo sobre Fisioterapia em Terapia Intensiva, uma revisão sistemática sobre o tema. Nesta revisão sistemática a autora apresenta como objetivo analisar as evidencias da fisioterapia em pacientes adultos intubados e ventilados mecanicamente desde 1999. O artigo revisa uma grande diversidade de temas relacionados a temática tais como técnicas de fisioterapia respiratória, treinamento muscular respiratório, eletroestimulação e mobilização precoce.
Um total de 85 estudos foram utilizados na presente revisão, todas relacionados aos temas anteriormente citados. Dentre as diversas observações realizados no estudo uma delas chama a atenção, o destaque realizado pela autora relacionada a grande crescente de estudos fisioterapêuticos relacionados a terapia intensiva, principalmente em relação a mobilização precoce.
O estudo sugere que a intervenção fisioterapêutica que compreende a mobilização precoce progressiva é benéfico para pacientes adultos internados na UTI, e que estes efeitos estão relacionados a capacidade funcional e a evidencia na redução de tempo de internação na UTI assim como no hospital. Sugerindo assim que a implementação da mobilizaçãoo precoce de ser prioridade por parte do fisioterapeuta em UTI adulto.
Luiz Alberto Forgiarini Junior
Fisioterapeuta
Especialista em Terapia Intensiva Adulto – ASSOBRAFIR
Doutor em Ciência Pneumológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS
Docente do Curso de Fisioterapia – Centro Universitário Metodista – IPA
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