Artigo Comentado

26-03-2021

Complicações pulmonares, como a síndrome da angústia respiratória aguda (SDRA) e condições associadas à ventilação, assim como as assincronias, se desenvolvem em mais de 20% dos pacientes de pronto-socorro recebendo ventilação mecânica.

Embora a ventilação protetora (VP) esteja associada a uma menor incidência de SDRA, as evidências demonstram que práticas ventilatórias potencialmente prejudiciais são comuns no departamento de emergência (DE).

O ensaio de Ventilação Protetora Iniciada no Departamento de Emergência (LOV-ED) foi um estudo quase experimental, antes e depois. Consistiu em um período de pré-intervenção (setembro de 2009 a janeiro de 2014), um período de treinamento de aproximadamente 6 meses, durante o qual a ventilação protetora foi implementada como a abordagem padrão no DE, e um período de intervenção (outubro de 2014 a março de 2016 ). A intervenção do ventilador implementada no DE abordava os parâmetros que precisam de melhoria de qualidade, volume corrente (8ml/kg) para prevenção de volutrauma, ajuste adequado de PEEP para limitar o atelectrauma, desmame rápido de oxigênio para limitar a hiperóxia e elevação de cabeceira do leito.O volume corrente foi reduzido em uma mediana de 1,8 mL / kg de peso corporal previsto. A ventilação protetora aumentou 48,4%. Um total de 22.960 configurações do ventilador da UTI foram analisadas. A análise de regressão logística multivariada demonstrou que a intervenção estava associada a um aumento da probabilidade de receber ventilação de proteção pulmonar na UTI.

O protocolo de ventilação protetora não apenas mudou as práticas de ventilação mecânica do DE, mas também exerceu influência semelhante nas práticas de ventilação na UTI, o que culminou com resultados promissores, visto que houve diminuição nos dias sob ventilação mecânica, internação em UTI e no hospital, além da mortalidade que foi 14,5% menor no grupo intervenção.

Portanto, dentro do contexto de cuidados de rotina no pronto-socorro e na UTI, esses dados sugerem que a ventilação protetora pulmonar iniciada ainda no pronto-socorro pode melhorar o desfecho clínico.

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